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martedì 29 settembre 2015

O sol nascerà (Cartola / Elton Medeiros)











A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida


Sorridendo
io voglio passare la vita
perchè piangendo
vidi la gioventù perduta.

Finita la tempesta
Il sole sorgerà.
Passato questo struggimento
Avrò qualcun altro da amare.

Sorridendo
io voglio passare la vita
perchè piangendo
vidi la gioventù perduta.
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Il divino, cantando.




domenica 27 settembre 2015

Una giornata al mare (Paolo Conte)



Una giornata al mare

solo e con mille lire

sono venuto a vedere

quest' acqua e la gente che c'è

il sole che splende più forte

il frastuono del mondo cos'è

cerco ragioni e motivi di questa vita

ma l'epoca mia sembra fatta di poche ore

cadono sulla mia testa le risate delle signore



Guardo una cameriera

lei non parla è straniera

dico due balle ad un tizio

seduto su un'auto più in là

un'auto che sa di vernice,

di donne, di velocità

e laggiù sento tuffi nel mare,

nel sole o nel tempo chissà,

bambini gridare,

palloni danzare



Tu sei rimasta sola,

dolce madonna sola,

nelle ombre di un sogno

o forse di una fotografia lontani dal mare

con solo un geranio e un balcone



Ti splende negli occhi la notte

di tutta una vita passata a guardare

le stelle lontano dal mare

e l' epoca mia e la tua

e quella dei nonni dei nonni

vissuta negli anni a pensare



Una giornata al mare

tanto per non morire

nelle ombre di un sogno

o forse di una fotografia lontana dal mare

con solo un geranio e un balcone





UM DIA NA PRAIA


Um dia na praia

e com apenas mil libras

Eu vim para ver

esta 'água e as pessoas de lá

o sol brilhando forte

Qual é o barulho do mundo

Eu procuro razões e razões desta vida

mas o meu tempo parece ser feito de minhas poucas horas

cair sobre o meu riso das senhoras de cabeça



Eu vejo uma garçonete

ela não fala é estrangeira

Eu digo dois fardos para um cara

sentado em um carro mais longe

um carro que cheira a tinta,

mulheres, velocidade

e ali sentir mergulhos no mar,

no sol ou no tempo, quem sabe,

As crianças chorar,

balões dançar



Você é deixada sozinha,

doce senhora sozinha,

nas sombras de um sonho

ou talvez uma fotografia muito longe do mar

com apenas um gerânio e uma varanda.



Está brilhando em seus olhos a noite

de tuda uma vida perdida assistindo

as estrelas bem longe do mar

a minha idade e seu

e os avós dos avós

vivendo nos anos pra sò pensar



Um dia na praia

de modo a não morrer

nas sombras de um sonho

ou talvez uma fotografia muito longe do mar

com apenas um gerânio e uma varanda


Meu irmão é filho único


Meu irmão é filho único

Porque ele nunca encontrou a coragem de cirurgia do fígado

E ele nunca pagou para fazer amor

E ele nunca ganhou um prêmio de producao

E ele nunca viajou na segunda classe

no rápido Taranto-Ancona

E ele nunca criticou um filme sem antes vê-lo.

Meu irmão é filho único

Porque ele está convencido de que Chinaglia não pode ir para o Frosinone

Porque ele está convencido de que no amargo beneditino não é o segredo para a felicidade

porque ele está convencido de que mesmo aqueles que não lêem Freud pode viver cem anos

Porque ele está convencido de que ainda são explorados e mal pagos e frustrados

Meu irmão é filho único aproveitado reprimido pisoteado odiado

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único zombado frustrado batido roubado

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único emaciado rebaixado submisso interrompido

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único chicoteado frustrado roubado submisso

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único zombado rebaixado frustrado emaciado

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único mal pago roubado zombado interrompido




martedì 22 settembre 2015

Lucio anima latina

ANIMA LATINA (Mogol - Battisti)

Scende ruzzolando
Dai tetti di lamiera
Indugiando sulla scritta
"Bevi Coca Cola".
Scende dai presepi vivi
Appena giunge sera...
Quando musica e miseria
Diventan cosa sola.
La gioia della vita.
La vita dentro agli occhi dei bambini denutriti,
Allegramente malvestiti
Che nessun detersivo potente può aver
Veramente sbiaditi.
E corre sulle spiagge atlantiche
Seguendo il calcio di un pallone,
Per finire nel grembo di grosse mamme antiche
Dalla pelle marrone.
E s'agita nel sangue delle genti dai canti
E dalle risa rinvigorite
Che nessuna forza, per quanto potente, può aver
Veramente piegate



ALMA LATINA (P. Grillo)

Desmoronar-se por telhados de zinco
persistente no escrever "Beba Coca-Cola".
Cai dos presépios vivos
Somente de noite...
Quando a música e miséria
Se transformam em uma coisa só
A alegria da vida.
A vida nos olhos das crianças desnutridas
alegremente mal vestidos
que nenhum poderoso detergente
pode fazer desbotar.
E se corre sobre as praias do Atlântico
Na sequência do chute de uma bola,
para acabar no colo de grandes
mães antigas de pele morena.
E se agita no sangue das pessoas que cantam
e dos risos revigorados
que nenhuma força, por mais potente
pode realmente envergar





domenica 20 settembre 2015

Na casa do seu Humberto (M. Faraco)


Una delle chiavi della mia passione per il Brasile è senza dubbio la famiglia. Quando ascoltai questa canzone e iniziai a percepire che parlava di famiglia e radici, fu un vero trionfo di sentimenti in circolo.




Na casa do seu Humberto ( M. Faraco)

Na casa do meu avô
Seu Humberto Faraco
Eu subia no telhado
Pra roubar goiaba do seu Paco

Minha avó atrapalhada
Confundia o nome da gente
Chamava o Nélson de Jova
E eu de um nome diferente

Desce daí Néquinho
Sérgio, Flavinho, Mário, Darcy
Até acertar o meu nome
Eu já nem «tava» mais ali

Nós éramos três meninos
Numa confusão de gurias
Eu, o Nélson e o Jova
Filho de Beatriz, minha tia

E aí veio Giulianna
Logo depois a Caroline
Thaís chegou há pouco
Na família das meninas

Antes era Lulu and Lili,
Gica, Bribri, Gyssia e Cristina
Ah, quanta guria solta
A atazanar a Constantina

Eu me lembro desse tempo
Guilherme não tinha nascido
Na cristaleira, todos os doces
Antes do almoço era proibido

Eu vou contar agora
O que ninguém nunca revelou
A chave da cristaleira
Ficava em cima do armário do vô






domenica 13 settembre 2015

Il ballo della Madonna

Nel mese di luglio ogni sabato alle 6 di mattina sento arrivare dalla Riviera di Chiaja un canto di devozione.


Carlo Faiello : Il ballo della Madonna






domenica 6 settembre 2015

Il viaggio verso la vita.







Chegança (Edu Lobo/Oduvaldo Viana Filho)

Estamos chegando daqui, dali
E de todo lugar
Que se tem pra partir
Estamos chegando daqui, dali
E de todo lugar
Que se tem pra partir
Trazendo na cheganca
Foice velha, mulher nova
E uma quadra de esperanca
E uma quadra de esperanca
Ah, se viver fosse chegar
Ah, se viver fosse chegar
Chegar sem parar
Parar pra casar
Casar e os filhos espalhar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar
Ah, se viver fosse chegar
Ah, se viver fosse chegar
Chegar sem parar
Parar pra casar
Casar e os filhos espalhar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar




La speranza di arrivare, di arrivare alla speranza

Stiamo arrivando da qui e da lì
E da ogni posto da dove devi partire
Portando all'arrivo
Una vecchia falce
Una giovane donna
E un pacchetto di speranze
Ah se vivere fosse arrivare..
Arrivare senza fermarsi
Fermarsi per sposarsi
Sposarsi e spargere i figli
In un mondo simile da girare


Arrivà a tenè a’ speranz’, a speranz’ r’ arrivà

Stamm’ arrivann’ ra ccà e da llà
E da ogni pizz’ a ro sadda scappà
Stamm’ arrivann’ ra ccà e da llà
E da ogni pizz’ a ro sadda scappà
Purtann’  rinta festa
‘na falce antica
Na femmena nova
E nu’ fardell’ e ‘ speranz’
Ah si campà fuss’ arrivà!
Arrivà senz’ e’ se fermà
E se fermà pe’ se spusà
E se spusà pè sparpaglià e’ ccriature
nta nu munn’ fatt' e' sta manera.







La chegança è una sorta di rappresentazione teatrale popolare, ricostruzione di una battaglia tra mori e cristiani. Si ritiene che tale forma di rappresentazione fu introdotta dai portoghesi in Brasile all' inizio del diciannovesimo secolo. La chegança fa parte di quelle tradizionali feste messe in scena in poco tempo e con pochi mezzi a disposizione , segno di una reale partecipazione delle comunità che le rendevano possibili e vive.
Il motivo per cui tali tradizioni erano socialmente accettate risiedeva nel fatto che già in precedenza i gesuiti avevano utilizzato gli artifici espressivi della danza e del teatro per facilitare la penetrazione tra gli indios.
La chegança oggi vogliamo vederla come approdo di qualsiasi popolo o comunità in un luogo dove vivere ed esprimere la propria identità.