Post più popolari

giovedì 5 novembre 2015

‘O sapore de’ cerase (Carlo Faiello)

‘O sapore de’ cerase    (Carlo Faiello)




Che  staje  a  ffa’  accussì
pensanno  ‘o  tiempo  ca  nun  va
e  tutto  ‘o  male  ca  ce  sta’
‘ncopp’ ’a  ‘stu  munno  cca…..

e  po’  che  vuo’  cerca’  ‘e  capi’
si  tutto  chello  ca  te  pare
nun  è  sempe  ‘a  verità
stasera  nun  t’ ‘a  piglia’…

‘O  saje  ce  stanno  piazze
addò  se  sente  ancora  addore  ‘e  mare
‘o  mare……. e  che  mare……..
e  alberi  ‘ncantati
ca  de’  ciardini  mannan’ ‘ int’ ‘ e  case    
‘o  sapore  de’  cerase…………………

Che  staje  a  ffa’  accussì

già  è  troppo  assaje  ‘a  malincunia
ca  se  ‘ncontra  ‘nmiez’ ‘a  via……
… tu  chiagne  e  chi  te  sente

e  po’  che  vuo’  cerca’  ‘e  capi’
nisciuno  maje  te  po’  spiega’
pecché  ‘sta  vita  addà  passa’
stasera  lassa  sta’…………

‘O  saje  ce  stanno  piazze

addò  se  sente  ancora  addore  ‘e  mare

‘o  mare……e  che  mare……………
e  alberi  ‘ncantati
ca  de’  ciardini  mannan’ ‘ int’ ‘ e  case
‘o  sapore  de’  cerase…………………



O Sabor das Cerejas (Traduzione di Lea Costa)


Porque estàs assim,
Triste, sempre a pensar
Em todo o ma(a)l que existe,
nesse mundo.

E porqué insistes em entender
Se ne(e)m sempre aquilo que vês,
Ne(e)m sempre è a verdade
Deixa andar!


Sabes que hà praças
Ainda cheias de odor de mar
De mar e que mar!
E arvòres encantadas
Que na primavera perfu(u)mam as casas
Com o sabor das cerejas.


Porque estàs assim
 Não te chega a tristeza
Que encontras na rua.
Se choras, quem te ouve?

E porque insistes em entender,
Nunca ninguém te poderà explicar
O porque de a vida passar.
Deixa andar!


Sabes que hà praças
Ainda cheias de odor de mar
De mar e que mar!
E arvòres encantadas
Que na primavera perfu(u)mam as casas
Com o sabor das cerejas.






domenica 1 novembre 2015

Sfrenata lingua napo-latina

Che bella la nostra lingua!
Io posso essere in napoletano Ciccio,Ciccillo, Franceschiello , Francuccio, Franchetiello ... come in spagnolo Paco, Paquito, Frasco, Frasquito, Franco, Francisco, Chico, Chiquito...

Cobra coral (Caetano Veloso)

Pára de ondular, agora, cobra coral

a fim de que eu copie as cores com que te adornas,
 

a fim de que eu faça um colar para dar à minha amada,

a fim de que tua beleza

teu langor

tua elegância

reinem sobre as cobras não corais


Smetti di ondulare, adesso, corallo serpente

Perché io possa copiare i colori di cui ti adorni

Perché io ne faccia una collana per la mia amata








Perché la tua bellezza

Il tuo languore

La tua eleganza

Regnino sui serpenti, non sui coralli

Onde anda voce

E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer

E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você

E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

Vinicius de Moraes e Toquinho

Na cadencia do samba (Ataulfo Alves)




Sei que vou morrer, não sei o dia

Levarei saudades da Maria

Sei que vou morrer não sei a hora

Levarei saudades da Aurora

Eu quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba

Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba

O meu nome não se vai jogar na lama

Diz o dito popular

Morre o homem, fica a fama

Quero morrer numa batucada de bamba

Na cadência bonita do samba




Se voce jurar (Ismael Silva)





Se você jurar que me tem amor
Eu posso me regenerar
Mas se é para fingir, mulher
A orgia assim não vou deixar
Muito tenho sofrido
Por minha lealdade
Agora estou sabido
Não vou atrás de amizade
A minha vida é boa
Não tenho em que pensar
Por uma coisa à-toa
Não vou me regenerar
A mulher é um jogo
Difícil de acertar
E o home como um bobo
Não se cansa de jogar
O que eu posso fazer
É se você jurar
Arriscar a perder
Ou desta vez então ganhar

Se mi giuri che mi ami
Io posso cambiare
Ma se è per fingere, donna
Allora non lascerò l’ orgia.
Ho sofferto molto per la mia lealtà
Ora che ho saputo
Non andrò oltre l’amicizia
La mia vità è buona
Non ho da pensare
Per una cosa da nulla
Non voglio cambiare
La donna è un gioco
Difficile da centrare
E l’uomo è come un folle
Non si stanca di giocare
Quel che posso fare
È se tu giuri
Rischiare di perdere

O da questa volta vincere


sabato 24 ottobre 2015

Suburbio (Chico Buarque)



Lá não tem brisa
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
É contra-senha, é cara a tapa
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala, Piedade
Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade

Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa

Lá não tem moças douradas
Expostas, andam nus
Pelas quebradas teus exus
Não tem turistas
Não sai foto nas revistas
Lá tem Jesus
E está de costas
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Pavuna
Fala, Inhaúma
Cordovil, Pilares
Espalha a tua voz
Nos arredores
Carrega a tua cruz
E os teus tambores

Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Fala no pé
Dá uma idéia
Naquela que te sombreia

Lá não tem claro-escuro
A luz é dura
A chapa é quente
Que futuro tem
Aquela gente toda
Perdido em ti
Eu
ando em roda
É pau, é pedra
É fim de linha
É lenha, é fogo, é foda

Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Encantado, Bangu
Fala, Realengo...

Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Meriti, Nova Iguaçu
Fala, Paciência...


domenica 18 ottobre 2015

La frase (Paolo Conte)















Se la frase arriverà
e il tuo nome sfiorerà
il segreto scenderà
dove non era sceso mai
e il solletico farà
dove non era sceso mai

E se non arriverà
e nel buio dormirà
il silenzio giocherà
con i tuoi cappelli neri
e la tua infelicità
sceglierà nuovi sentieri

E se non arriverà…....
Se il saxofono dirà
con la sua parlata grassa
che la notte non è giusta
che la notte non è questa

Fa di te quello che vuoi
fa di te quello che puoi
fa di te quello che sai

Se a frase vai chegar
e seu nome vai roçar
o segredo vai descer
onde nunca foi descido
e vai cócegas fazer

E se depois nao vai chegar
e no escuro vai no sono
O silencio vai jogar
com os seus chapéus negros
e sua infelicidade
vai novas trilhas escolher

Se depois nao vai chegar....
Se o saxofone dizer
no seu gordo bate-papo
que a noite não está certa
que a noite não é este

Faça-se o que voce quer
Faça-se o que voce pode
Faça-se o que voce sabe

Live at TMC

Feitiço da Vila (Noel Rosa)

Trecho do filme "Noel , o poeta da Vila"
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.

Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.

A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente

O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora"

Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
eu sou da Vila!

Chi nasce là nella Vila
di certo non vacilla
quando abbraccia il samba
che fa danzare i rami degli alberi
e fa nascere prima la luna.
Là a Vila Isabel
chi è alle prime armi
non ha paura del fuoriclasse.
San Paolo dà caffè , 
il Minas dà latte
E Vila Isabel dà samba.

La Vila ha un incantesimo, senza fronzoli
senza luminarie e senza un soldo,
che ci fa bene.
Avendo un nome di principessa
trasformò il samba 
in un incantesimo decoroso
che cattura la gente.

Il sole della Vila è triste
non partecipa al samba
perchè la gente implora :
"Sole, per l'amor di Dio, 
non venire adesso 
sennò le mulatte
se ne vanno via"

Io so tutto quello che faccio
so per dove passo
la passione non mi annienta.
ma, ci tengo a precisar, modestia a parte
signori miei, io sono della Vila !






sabato 17 ottobre 2015

Mentiras

Nada ficou no lugar
Eu quero quebrar essas xícaras
Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua familia

Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu rosto
Eu quero roubar no seu jogo
Eu ja arranhei os seus discos

Que é pra ver se você volta
Que é pra ver se você vem
Que é pra ver se você olha
Pra mim

Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua alma
Queria falar sua lingua

Eu vou publicar seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria

Que é pra ver se você volta
Que é pra ver se você vem
Que é pra ver se você olha
Pra mim



Niente è rimasto al suo posto
Io voglio rompere quelle tazzine
Io voglio ingannare il diavolo
Io voglio svegliare la tua famiglia
Io scriverò sul tuo muro e violenterò il tuo viso
Io voglio barare nel tuo gioco
Ho già graffiato i tuoi dischi

Tutto questo è per vedere se ritorni
Tutto questo è per vedere se tu vieni
Tutto questo è per vedere se tu mi guardi

Niente è rimasto al tuo posto
Io voglio consegnare le tue bugie
Io voglio invadere la tua anima
Vorrei parlare tua lingua
Io pubblicherò i tuoi segreti
Io mi tufferò nel tuo diario
Io spargerò nei tuoi piani
il resto della mia allegria

Tutto questo è per vedere se tu ritorni
Tutto questo è per vedere se tu vieni
Tutto questo è per vedere se tu mi guardi



Considerando

Considerando os meus erros
E pequenos acertos
Eu me achei no direito
De, ao menos, pedir
Um alívio pro meu peito
Menos peso pro meu dia
Na carência dos meus beijos
Maldito bem da poesia

Considerando o naufrágio
A rotina dos barcos
Eu me achei no direto
De ao menos, pedir
Tempo claro pro meu rumo
E nos temporais da febre
De quem fuma, de quem bebe
As longas noites vazias

Eu sou o homem comum
Eu sou a mulher da rua
O vagabundo poeta
O navegante da lua

Considerando os meus erros
E modestos acertos
Eu me achei no direito
De, ao menos, pedir
Que o claro cruel da lua
Que o fogo feroz do dia
Paguem o preço da lembrança
Das longas noites vazias









Considerando i miei errori
e piccoli successi
mi son sentito in diritto
di chiedere almeno
un sollievo per il mio petto
un minor peso per il mio giorno
In mancanza dei miei baci
Maledettamente buona poesia.

Considerando il naufragio 
un'abitudine per le barche
mi son sentito in diritto
di chiedere almeno
Un tempo buono lungo la mia strada
e nelle tempeste della febbre
di chi fuma , di chi beve
nelle lunghe notti vuote.

Io sono l' uomo comune
io sono la donna di strada
il poeta vagabondo
il navigante della luna.

Considerando i miei errori
e piccoli successi
mi son sentito in diritto
di chiedere almeno
che la crudele luce della luna
che il feroce fuoco del giorno
paghino il prezzo del ricordo
delle lunghe notti vuote.






lunedì 12 ottobre 2015

Minha jangada vai sair pro mar



Minha jangada vai sair pro mar
vou trabalhar, meu bem querer
se Deus quiser quando eu voltar do mar
um peixe bom eu vou trazer
meus companheiros também vão voltar
e a Deus do céu vamos agradecer

Adeus, amor,
por favor não se esqueça de mim.
vou rezar prá ter bom tempo
meu nêgo
prá não ter tempo ruim
vou fazer sua caminha macia
perfumada de alecrim.

  La mia barchetta esce verso il mare
Vado a lavorare mio amato bene
Se Dio vuole quando torno dal mare
Un buon pesce porterò
anche i miei compagni potranno tornare
e il Dio del cielo  ringrazieremo.

Addio amore
per favore non scordarti di me.
Pregherò per avere un tempo felice
mia cara
per non vivere un periodo triste.
Renderò tenera la tua passeggiata
profumata di rosmarino.


Vinicius e Tom



"Si può dire che c'è una musica avanti lui e una dopo lui: è il maestro Antonio Carlos Jobim"(Vinicius de Moraes)


domenica 11 ottobre 2015

L'aquilone

Foto di Felipe Carvalho
















L'aquilone ( Giovanni Block)

Comprerò le patatine a mio fratello
ed in più gli comprerò un ombrello giallo
gli dirò che il mare è bello
gli dirò che il mare è blu
mentirò perché non ce la faccio più

Gli dirò che nella vecchia fattoria
ci son stato ed ho incontrato zio Tobia
e che sopra questa terra non esistono buffoni
che sostanzialmente tutti siamo buoni.

Gli dirò che il mare è bello gli dirò che il mare è blu
mentirò perché non ce la faccio più
mentirò perché non c'è una verità
ed ammazzerò chi me lo toccherà.

Me lo porterò a correre sul prato
e risparmierò per regalargli un flauto
così che possa difendersi dai ladri, gli assassini
così che sia amato dagli altri bambini

E se un giorno mi chiedesse chi è mio padre
e perché non gli ho più dato un'occasione
non gli farò mai capire quello che ho vissuto io
gli risponderò tuo padre è una canzone.


Ora vieni qui che vola l'aquilone

A pipa

Vou comprar fichas para o meu irmão
mais amarelo guarda-chuva vou comprar
Vou dizer que o mar é lindo
Vou dizer que o mar é azul
Vou mentir porque não posso resistir

Vou dizer que na antiga fazenda
Eu estive lá e eu conheci o tio Tobia
e que nesta terra nao há palhaços
que substancialmente todos somos bons

Vou dizer que o mar é lindo
Vou dizer que o mar é azul
Vou mentir porque não posso resistir
Vou mentir porque verdade não há
e vou matar aqueles que ele vai tocar.

Vou levá-lo para correr no gramado
e vou poupár para dar-lhe uma flauta
para que ele possa se ​​defender dos ladrões, assassinos
de modo que ele é amado pelas outras crianças.

E se um dia me perguntar quem é o meu pai
e porque eu não ter dado oportunidade
Eu nunca vai entender o que eu experimentei
Eu responderei seu pai é uma canção.

Agora venha aqui que a pipa està a voar.

A Musicultura

sabato 10 ottobre 2015

Art café

Un ragazzo cammina facendo roteare con un dito un vassoio coi bicchieri. A Ferrara sarebbe un artista di strada. A Napoli o guaglione ro' bar.

lunedì 5 ottobre 2015

Conoscere un poeta è sempre una cosa, no?

Da Senza Rete :

La casa

In questa perla della televisione italiana Sergio Endrigo canta una poesia scritta da Vinicius de Moraes.

domenica 4 ottobre 2015

La libertà

A liberdade (Giorgio Gaber)

Eu gostaria de ser livre, livre como um homem.

Como um homem nascido
que enfrentou apenas a natureza
e caminha na floresta
com a alegria de correr atrás de aventura.
Sempre livre e vital
Ele faz amor como um animal
inconsciente
como um homem
satisfeito com sua liberdade.

A liberdade não é a ficar sobre uma árvore
nem mesmo o vôo de uma mosca
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

Eu gostaria de ser livre, livre como um homem.
Como um homem que precisa
para o espaço com a sua imaginação
e encontra este espaço
apenas na sua democracia.

Quem tem o direito de votar
e que passa a vida a delegar
e no controle
Ele encontrou sua nova liberdade.

A liberdade não é ficar sobre uma árvore
nem mesmo ter uma opinião
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

A liberdade não é ficar sobre uma árvore
nem mesmo o vôo de uma mosca
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

Eu quero ser livre, livre como um homem.

Como o homem mais evoluído
que se eleva com a sua inteligência
e desafiando a natureza
pela força da ciência incontestado
vestindo o entusiasmo
a vagar sem limites no cosmos
e convencido de que o poder do pensamento
é a única liberdade.

A liberdade não é a estrela em uma árvore
nem mesmo um gesto ou uma invenção
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

A liberdade não é a estrela em uma árvore
nem mesmo o vôo de uma mosca
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é  participação.



sabato 3 ottobre 2015

O que eu não gosto é do bom gosto


Senhas (Adriana Calcanhotto)




Eu não gosto do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto dos bons modos

Não gosto


Eu aguento até rigores

Eu não tenho pena dos traídos

Eu hospedo infratores e banidos


Eu respeito conveniências

Eu não ligo pra conchavos

Eu suporto aparências

Eu não gosto de maus tratos



Mas o que eu não gosto é do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto dos bons modos

Não gosto



Eu aguento até os modernos

E seus segundos cadernos

Eu aguento até os careta
s
E suas verdades perfeitas



O que eu não gosto é do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto dos bons modos

Não gosto



Eu aguento até os estetas

Eu não julgo competência

Eu não ligo pra etiqueta

Eu aplaudo rebeldias

Eu respeito tiranias

E compreendo piedades

Eu não condeno mentiras

Eu não condeno vaidades





O que eu não gosto é do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Não, não gosto dos bons modos

Não gosto



Eu gosto dos que têm fome

Dos que morrem de vontade

Dos que secam de desejo

Dos que ardem





Non mi piace il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.

Sopporto anche le rigidità
non ho pena dei traditi
ospito trasgressori ed esiliati.


Tollero le convenienze
Non brigo per le collusioni.
Sopporto le apparenze
non mi piacciono i maltrattamenti.

Ma quello che non mi piace è il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.

Sopporto anche i tipi moderni
e i loro portatili
Io tollero la loro maschera
e le loro verità perfette.

Quello che non mi piace è il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.


Tollero persino gli esteti
non giudico le competenze
non dò peso all'etichetta
applaudo le ribellioni
rispetto le tirannìe
e comprendo la pietà
Non condanno le bugie
e non condanno le vanità.



Quello che non mi piace è il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.

Mi piace chi ha fame
chi muore di voluttà
chi è bruciato dal desiderio
chi arde.

venerdì 2 ottobre 2015

Flores para Iemanjá

Flores para Iemanjá (Márcio Faraco)


Eu vi de longe
Vindo do mar
As flores que eu dei
A Iemanjá

Será que meus desejos
Vão se realizar ?

Oh mar leva essas flores
Faz meu amor voltar

A minha dor é de quem ama
De quem perdeu uma paixão

Oh minha santa do mar
Felicidade agora
se transformou em solidão



Vidi da lontano
venendo dal mare
i fiori che lanciai
a Iemanjà

Sarà che i miei desideri
vanno a realizzarsi?
O mare porta con te questi fiori
fai ritornare il mio amore

Il mio dolore è di chi ama
di chi ha perso una passione

O mia santa del mare
la felicità adesso
si trasformò in solitudine




martedì 29 settembre 2015

O sol nascerà (Cartola / Elton Medeiros)











A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida


Sorridendo
io voglio passare la vita
perchè piangendo
vidi la gioventù perduta.

Finita la tempesta
Il sole sorgerà.
Passato questo struggimento
Avrò qualcun altro da amare.

Sorridendo
io voglio passare la vita
perchè piangendo
vidi la gioventù perduta.
--------------------------------------------------------------
Il divino, cantando.




domenica 27 settembre 2015

Una giornata al mare (Paolo Conte)



Una giornata al mare

solo e con mille lire

sono venuto a vedere

quest' acqua e la gente che c'è

il sole che splende più forte

il frastuono del mondo cos'è

cerco ragioni e motivi di questa vita

ma l'epoca mia sembra fatta di poche ore

cadono sulla mia testa le risate delle signore



Guardo una cameriera

lei non parla è straniera

dico due balle ad un tizio

seduto su un'auto più in là

un'auto che sa di vernice,

di donne, di velocità

e laggiù sento tuffi nel mare,

nel sole o nel tempo chissà,

bambini gridare,

palloni danzare



Tu sei rimasta sola,

dolce madonna sola,

nelle ombre di un sogno

o forse di una fotografia lontani dal mare

con solo un geranio e un balcone



Ti splende negli occhi la notte

di tutta una vita passata a guardare

le stelle lontano dal mare

e l' epoca mia e la tua

e quella dei nonni dei nonni

vissuta negli anni a pensare



Una giornata al mare

tanto per non morire

nelle ombre di un sogno

o forse di una fotografia lontana dal mare

con solo un geranio e un balcone





UM DIA NA PRAIA


Um dia na praia

e com apenas mil libras

Eu vim para ver

esta 'água e as pessoas de lá

o sol brilhando forte

Qual é o barulho do mundo

Eu procuro razões e razões desta vida

mas o meu tempo parece ser feito de minhas poucas horas

cair sobre o meu riso das senhoras de cabeça



Eu vejo uma garçonete

ela não fala é estrangeira

Eu digo dois fardos para um cara

sentado em um carro mais longe

um carro que cheira a tinta,

mulheres, velocidade

e ali sentir mergulhos no mar,

no sol ou no tempo, quem sabe,

As crianças chorar,

balões dançar



Você é deixada sozinha,

doce senhora sozinha,

nas sombras de um sonho

ou talvez uma fotografia muito longe do mar

com apenas um gerânio e uma varanda.



Está brilhando em seus olhos a noite

de tuda uma vida perdida assistindo

as estrelas bem longe do mar

a minha idade e seu

e os avós dos avós

vivendo nos anos pra sò pensar



Um dia na praia

de modo a não morrer

nas sombras de um sonho

ou talvez uma fotografia muito longe do mar

com apenas um gerânio e uma varanda


Meu irmão é filho único


Meu irmão é filho único

Porque ele nunca encontrou a coragem de cirurgia do fígado

E ele nunca pagou para fazer amor

E ele nunca ganhou um prêmio de producao

E ele nunca viajou na segunda classe

no rápido Taranto-Ancona

E ele nunca criticou um filme sem antes vê-lo.

Meu irmão é filho único

Porque ele está convencido de que Chinaglia não pode ir para o Frosinone

Porque ele está convencido de que no amargo beneditino não é o segredo para a felicidade

porque ele está convencido de que mesmo aqueles que não lêem Freud pode viver cem anos

Porque ele está convencido de que ainda são explorados e mal pagos e frustrados

Meu irmão é filho único aproveitado reprimido pisoteado odiado

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único zombado frustrado batido roubado

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único emaciado rebaixado submisso interrompido

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único chicoteado frustrado roubado submisso

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único zombado rebaixado frustrado emaciado

Eu te amo Mariù

Meu irmão é filho único mal pago roubado zombado interrompido




martedì 22 settembre 2015

Lucio anima latina

ANIMA LATINA (Mogol - Battisti)

Scende ruzzolando
Dai tetti di lamiera
Indugiando sulla scritta
"Bevi Coca Cola".
Scende dai presepi vivi
Appena giunge sera...
Quando musica e miseria
Diventan cosa sola.
La gioia della vita.
La vita dentro agli occhi dei bambini denutriti,
Allegramente malvestiti
Che nessun detersivo potente può aver
Veramente sbiaditi.
E corre sulle spiagge atlantiche
Seguendo il calcio di un pallone,
Per finire nel grembo di grosse mamme antiche
Dalla pelle marrone.
E s'agita nel sangue delle genti dai canti
E dalle risa rinvigorite
Che nessuna forza, per quanto potente, può aver
Veramente piegate



ALMA LATINA (P. Grillo)

Desmoronar-se por telhados de zinco
persistente no escrever "Beba Coca-Cola".
Cai dos presépios vivos
Somente de noite...
Quando a música e miséria
Se transformam em uma coisa só
A alegria da vida.
A vida nos olhos das crianças desnutridas
alegremente mal vestidos
que nenhum poderoso detergente
pode fazer desbotar.
E se corre sobre as praias do Atlântico
Na sequência do chute de uma bola,
para acabar no colo de grandes
mães antigas de pele morena.
E se agita no sangue das pessoas que cantam
e dos risos revigorados
que nenhuma força, por mais potente
pode realmente envergar





domenica 20 settembre 2015

Na casa do seu Humberto (M. Faraco)


Una delle chiavi della mia passione per il Brasile è senza dubbio la famiglia. Quando ascoltai questa canzone e iniziai a percepire che parlava di famiglia e radici, fu un vero trionfo di sentimenti in circolo.




Na casa do seu Humberto ( M. Faraco)

Na casa do meu avô
Seu Humberto Faraco
Eu subia no telhado
Pra roubar goiaba do seu Paco

Minha avó atrapalhada
Confundia o nome da gente
Chamava o Nélson de Jova
E eu de um nome diferente

Desce daí Néquinho
Sérgio, Flavinho, Mário, Darcy
Até acertar o meu nome
Eu já nem «tava» mais ali

Nós éramos três meninos
Numa confusão de gurias
Eu, o Nélson e o Jova
Filho de Beatriz, minha tia

E aí veio Giulianna
Logo depois a Caroline
Thaís chegou há pouco
Na família das meninas

Antes era Lulu and Lili,
Gica, Bribri, Gyssia e Cristina
Ah, quanta guria solta
A atazanar a Constantina

Eu me lembro desse tempo
Guilherme não tinha nascido
Na cristaleira, todos os doces
Antes do almoço era proibido

Eu vou contar agora
O que ninguém nunca revelou
A chave da cristaleira
Ficava em cima do armário do vô






domenica 13 settembre 2015

Il ballo della Madonna

Nel mese di luglio ogni sabato alle 6 di mattina sento arrivare dalla Riviera di Chiaja un canto di devozione.


Carlo Faiello : Il ballo della Madonna






domenica 6 settembre 2015

Il viaggio verso la vita.







Chegança (Edu Lobo/Oduvaldo Viana Filho)

Estamos chegando daqui, dali
E de todo lugar
Que se tem pra partir
Estamos chegando daqui, dali
E de todo lugar
Que se tem pra partir
Trazendo na cheganca
Foice velha, mulher nova
E uma quadra de esperanca
E uma quadra de esperanca
Ah, se viver fosse chegar
Ah, se viver fosse chegar
Chegar sem parar
Parar pra casar
Casar e os filhos espalhar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar
Ah, se viver fosse chegar
Ah, se viver fosse chegar
Chegar sem parar
Parar pra casar
Casar e os filhos espalhar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar
Por um mundo num tal de rodar




La speranza di arrivare, di arrivare alla speranza

Stiamo arrivando da qui e da lì
E da ogni posto da dove devi partire
Portando all'arrivo
Una vecchia falce
Una giovane donna
E un pacchetto di speranze
Ah se vivere fosse arrivare..
Arrivare senza fermarsi
Fermarsi per sposarsi
Sposarsi e spargere i figli
In un mondo simile da girare


Arrivà a tenè a’ speranz’, a speranz’ r’ arrivà

Stamm’ arrivann’ ra ccà e da llà
E da ogni pizz’ a ro sadda scappà
Stamm’ arrivann’ ra ccà e da llà
E da ogni pizz’ a ro sadda scappà
Purtann’  rinta festa
‘na falce antica
Na femmena nova
E nu’ fardell’ e ‘ speranz’
Ah si campà fuss’ arrivà!
Arrivà senz’ e’ se fermà
E se fermà pe’ se spusà
E se spusà pè sparpaglià e’ ccriature
nta nu munn’ fatt' e' sta manera.







La chegança è una sorta di rappresentazione teatrale popolare, ricostruzione di una battaglia tra mori e cristiani. Si ritiene che tale forma di rappresentazione fu introdotta dai portoghesi in Brasile all' inizio del diciannovesimo secolo. La chegança fa parte di quelle tradizionali feste messe in scena in poco tempo e con pochi mezzi a disposizione , segno di una reale partecipazione delle comunità che le rendevano possibili e vive.
Il motivo per cui tali tradizioni erano socialmente accettate risiedeva nel fatto che già in precedenza i gesuiti avevano utilizzato gli artifici espressivi della danza e del teatro per facilitare la penetrazione tra gli indios.
La chegança oggi vogliamo vederla come approdo di qualsiasi popolo o comunità in un luogo dove vivere ed esprimere la propria identità.


martedì 14 luglio 2015

Sangue latino (N. Matogrosso)



Jurei mentiras
E sigo sozinho
Assumo os pecados
Uh! Uh! Uh! Uh!...

Os ventos do norte
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido...

Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Uh! Uh! Uh! Uh!
Minh'alma cativa...

Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo...

E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh'alma cativa...

(di Paulinho Mendonca , João Ricardo)

Ho spergiurato
E ora continuo da solo
Assumo su di me i peccati
Uh! Uh! Uh! Uh! ...

I venti del nord
Non spostano i mulini
E ciò che mi resta
E 'solo un lamento ...

La mia vita, i miei morti
Il mio obliquo cammino
Il mio Sangue Latino
Uh! Uh! Uh! Uh!
La mia anima prigioniera ...

Ho violato i patti
Tradito i riti
Ha rotto la lancia
Ho lanciato nello spazio
Un grido, uno sfogo ...

E ciò che mi interessa
È Non essere sconfitto
La mia vita, i miei morti
Il mio obliquo cammino
Il mio Sangue Latino
La mia anima prigioniera ...



A corredo del testo vale la pena riportare il video della canzone, nella versione calda ed evocativa di Ney Matogrosso, che la interpreta in modo magistrale e intenso.





venerdì 10 luglio 2015

Si va a ondate...

La passione per il Brasile è come una corrente. Se ti travolge però non chiedi aiuto.
Surf a Fernando de Noronha

giovedì 9 luglio 2015

Iniziare dalla fine.

Sì,  io inizio sempre dalla fine, lo so. Credo che avere come orizzonte il senso della vita aiuti a compiere qualunque cammino, qualunque viaggio.
Manuel Bandeira, Chico Buarque, Tom Jobim e Vinicius de Moraes nel 1960

Il blog è partito da un funerale, come iniziò un mio viaggio molti anni fa a Parigi . A compagni di avventura attoniti, appena sceso dal treno, mi diressi al tramonto al Cimitero di Pere Lachaise.
Non è un istinto di morte per me. E' esattamente il contrario. Sentire vicine la vita e la morte di chi ho amato per la musica e l'arte che ha espresso mi aiuta ogni volta che affronto qualcosa di nuovo...

mercoledì 8 luglio 2015

Funeral de un lavrador - Chico Buarque de Hollanda

Funeral de um lavrador
(Chico Buarque de Hollanda - João Cabral de Melo Neto)

Esta cova em que estás 
com palmos medida
É a conta menor 

Foto di Sebastião Salgado per la copertina dell'album "Terra" (1997)
que tiraste em vida
É de bom tamanho 

nem largo nem fundo
É a parte que te cabe 

deste latifúndio
Não é cova grande,

é cova medida
É a terra que querias 

ver dividida
É uma cova grande 

pra teu pouco defunto
Mas estarás mais ancho

que estavas no mundo
É uma cova grande 

pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo 

te sentirás largo
É uma cova grande 

pra tua carne pouca
Mas a terra dada,

não se abre a boca
É a conta menor

que tiraste em vida
É a parte que te cabe 

deste latifúndio
É a terra que querias 

ver dividida
Estarás mais ancho

 que estavas no mundo

Funerale di un contadino
(Panvini - Rosati - Bardotti - João Cabral de Melo Neto - Chico Buarque)

Questa fossa dove stai 
O lavrador de café - Candido Portinari - 1934
larga poche dita
è il più piccolo conto
che hai pagato in vita
ha volume giusto
né largo né fondo
è la parte che ti tocca
del latifondo
non e una fossa grande
è giusta, precisa
è la terra che volevi
veder divisa
è una fossa grande
per un piccolo morto
ci starai più largo
di quand'eri al mondo
è una fossa grande
per un morto da niente
ma qui più che nel mondo
stai comodamente
è una fossa grande
la tua carne è poca
ma alla terra donata
non si guarda in bocca


Funerale di un Povero Cristo
(Chico Buarque de Hollanda - Pierfrancesco Grillo)

Chistu fuoss’ aro’ staie
di poche rita è o ver’
È o’ cchiù miser’ conto
C’ai pavat’ nta vita
Ten’ o giust’ volume
Né larga né profunn’
È a part’ ca te tocc’

de stu latifunn’
Nunn’ è na fossa ross’
È giusta, sestimat’
È a terr’ ca vuliv’
e verè aspartut’
è na fossa ross’
pe’ nu piccol’ muort’
ce starrai cchiù larg’
e quann’ stiv’ o munn’
è na fossa ross’
pe’ nu muort’ e nient’
ma cchiù ccà ca nto’ munn’
commor’ starraie
è na fossa ross’
a’ carna toia è poca
ma a nu rial’ e chist
rinta vocc’ ‘nse guard’


Estratto della canzone Funeral de um lavrador cantata in italiano da Chico Buarque nel disco Per un pugno di samba, edito nel 1970: https://www.youtube.com/watch?v=ynHI5ol2HIw

martedì 7 luglio 2015

Minha alma latina

A volte chiamo scherzosamente “danno mentale” quello arrecato dal Brasile a persone come me.

Questo approccio “fanatico” può essere con successo applicato alle principali manifestazioni dello spirito brasiliano, tutte segnate da una forte valenza simbolica (la “C” iniziale comune potrebbe dare un’idea) :  il Candomblè ( persone e santi che si dedicano ad un continuo scambio di ruolo e nome) ; la Capoeira (una lotta di antiche origini che si risolve in una moderna danza rituale); il Calcio (il tocco di palla di un menino su una spiaggia di Barra o di Copacabana che può trasformarsi in arte del movimento); il Carnevale (il popolo che si libera nella danza de rua).