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sabato 24 ottobre 2015

Suburbio (Chico Buarque)



Lá não tem brisa
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
É contra-senha, é cara a tapa
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala, Piedade
Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade

Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa

Lá não tem moças douradas
Expostas, andam nus
Pelas quebradas teus exus
Não tem turistas
Não sai foto nas revistas
Lá tem Jesus
E está de costas
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Pavuna
Fala, Inhaúma
Cordovil, Pilares
Espalha a tua voz
Nos arredores
Carrega a tua cruz
E os teus tambores

Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Fala no pé
Dá uma idéia
Naquela que te sombreia

Lá não tem claro-escuro
A luz é dura
A chapa é quente
Que futuro tem
Aquela gente toda
Perdido em ti
Eu
ando em roda
É pau, é pedra
É fim de linha
É lenha, é fogo, é foda

Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Encantado, Bangu
Fala, Realengo...

Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Meriti, Nova Iguaçu
Fala, Paciência...


domenica 18 ottobre 2015

La frase (Paolo Conte)















Se la frase arriverà
e il tuo nome sfiorerà
il segreto scenderà
dove non era sceso mai
e il solletico farà
dove non era sceso mai

E se non arriverà
e nel buio dormirà
il silenzio giocherà
con i tuoi cappelli neri
e la tua infelicità
sceglierà nuovi sentieri

E se non arriverà…....
Se il saxofono dirà
con la sua parlata grassa
che la notte non è giusta
che la notte non è questa

Fa di te quello che vuoi
fa di te quello che puoi
fa di te quello che sai

Se a frase vai chegar
e seu nome vai roçar
o segredo vai descer
onde nunca foi descido
e vai cócegas fazer

E se depois nao vai chegar
e no escuro vai no sono
O silencio vai jogar
com os seus chapéus negros
e sua infelicidade
vai novas trilhas escolher

Se depois nao vai chegar....
Se o saxofone dizer
no seu gordo bate-papo
que a noite não está certa
que a noite não é este

Faça-se o que voce quer
Faça-se o que voce pode
Faça-se o que voce sabe

Live at TMC

Feitiço da Vila (Noel Rosa)

Trecho do filme "Noel , o poeta da Vila"
Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.

Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.

A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente

O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora"

Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixao nao me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
eu sou da Vila!

Chi nasce là nella Vila
di certo non vacilla
quando abbraccia il samba
che fa danzare i rami degli alberi
e fa nascere prima la luna.
Là a Vila Isabel
chi è alle prime armi
non ha paura del fuoriclasse.
San Paolo dà caffè , 
il Minas dà latte
E Vila Isabel dà samba.

La Vila ha un incantesimo, senza fronzoli
senza luminarie e senza un soldo,
che ci fa bene.
Avendo un nome di principessa
trasformò il samba 
in un incantesimo decoroso
che cattura la gente.

Il sole della Vila è triste
non partecipa al samba
perchè la gente implora :
"Sole, per l'amor di Dio, 
non venire adesso 
sennò le mulatte
se ne vanno via"

Io so tutto quello che faccio
so per dove passo
la passione non mi annienta.
ma, ci tengo a precisar, modestia a parte
signori miei, io sono della Vila !






sabato 17 ottobre 2015

Mentiras

Nada ficou no lugar
Eu quero quebrar essas xícaras
Eu vou enganar o diabo
Eu quero acordar sua familia

Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu rosto
Eu quero roubar no seu jogo
Eu ja arranhei os seus discos

Que é pra ver se você volta
Que é pra ver se você vem
Que é pra ver se você olha
Pra mim

Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua alma
Queria falar sua lingua

Eu vou publicar seus segredos
Eu vou mergulhar sua guia
Eu vou derramar nos seus planos
O resto da minha alegria

Que é pra ver se você volta
Que é pra ver se você vem
Que é pra ver se você olha
Pra mim



Niente è rimasto al suo posto
Io voglio rompere quelle tazzine
Io voglio ingannare il diavolo
Io voglio svegliare la tua famiglia
Io scriverò sul tuo muro e violenterò il tuo viso
Io voglio barare nel tuo gioco
Ho già graffiato i tuoi dischi

Tutto questo è per vedere se ritorni
Tutto questo è per vedere se tu vieni
Tutto questo è per vedere se tu mi guardi

Niente è rimasto al tuo posto
Io voglio consegnare le tue bugie
Io voglio invadere la tua anima
Vorrei parlare tua lingua
Io pubblicherò i tuoi segreti
Io mi tufferò nel tuo diario
Io spargerò nei tuoi piani
il resto della mia allegria

Tutto questo è per vedere se tu ritorni
Tutto questo è per vedere se tu vieni
Tutto questo è per vedere se tu mi guardi



Considerando

Considerando os meus erros
E pequenos acertos
Eu me achei no direito
De, ao menos, pedir
Um alívio pro meu peito
Menos peso pro meu dia
Na carência dos meus beijos
Maldito bem da poesia

Considerando o naufrágio
A rotina dos barcos
Eu me achei no direto
De ao menos, pedir
Tempo claro pro meu rumo
E nos temporais da febre
De quem fuma, de quem bebe
As longas noites vazias

Eu sou o homem comum
Eu sou a mulher da rua
O vagabundo poeta
O navegante da lua

Considerando os meus erros
E modestos acertos
Eu me achei no direito
De, ao menos, pedir
Que o claro cruel da lua
Que o fogo feroz do dia
Paguem o preço da lembrança
Das longas noites vazias









Considerando i miei errori
e piccoli successi
mi son sentito in diritto
di chiedere almeno
un sollievo per il mio petto
un minor peso per il mio giorno
In mancanza dei miei baci
Maledettamente buona poesia.

Considerando il naufragio 
un'abitudine per le barche
mi son sentito in diritto
di chiedere almeno
Un tempo buono lungo la mia strada
e nelle tempeste della febbre
di chi fuma , di chi beve
nelle lunghe notti vuote.

Io sono l' uomo comune
io sono la donna di strada
il poeta vagabondo
il navigante della luna.

Considerando i miei errori
e piccoli successi
mi son sentito in diritto
di chiedere almeno
che la crudele luce della luna
che il feroce fuoco del giorno
paghino il prezzo del ricordo
delle lunghe notti vuote.






lunedì 12 ottobre 2015

Minha jangada vai sair pro mar



Minha jangada vai sair pro mar
vou trabalhar, meu bem querer
se Deus quiser quando eu voltar do mar
um peixe bom eu vou trazer
meus companheiros também vão voltar
e a Deus do céu vamos agradecer

Adeus, amor,
por favor não se esqueça de mim.
vou rezar prá ter bom tempo
meu nêgo
prá não ter tempo ruim
vou fazer sua caminha macia
perfumada de alecrim.

  La mia barchetta esce verso il mare
Vado a lavorare mio amato bene
Se Dio vuole quando torno dal mare
Un buon pesce porterò
anche i miei compagni potranno tornare
e il Dio del cielo  ringrazieremo.

Addio amore
per favore non scordarti di me.
Pregherò per avere un tempo felice
mia cara
per non vivere un periodo triste.
Renderò tenera la tua passeggiata
profumata di rosmarino.


Vinicius e Tom



"Si può dire che c'è una musica avanti lui e una dopo lui: è il maestro Antonio Carlos Jobim"(Vinicius de Moraes)


domenica 11 ottobre 2015

L'aquilone

Foto di Felipe Carvalho
















L'aquilone ( Giovanni Block)

Comprerò le patatine a mio fratello
ed in più gli comprerò un ombrello giallo
gli dirò che il mare è bello
gli dirò che il mare è blu
mentirò perché non ce la faccio più

Gli dirò che nella vecchia fattoria
ci son stato ed ho incontrato zio Tobia
e che sopra questa terra non esistono buffoni
che sostanzialmente tutti siamo buoni.

Gli dirò che il mare è bello gli dirò che il mare è blu
mentirò perché non ce la faccio più
mentirò perché non c'è una verità
ed ammazzerò chi me lo toccherà.

Me lo porterò a correre sul prato
e risparmierò per regalargli un flauto
così che possa difendersi dai ladri, gli assassini
così che sia amato dagli altri bambini

E se un giorno mi chiedesse chi è mio padre
e perché non gli ho più dato un'occasione
non gli farò mai capire quello che ho vissuto io
gli risponderò tuo padre è una canzone.


Ora vieni qui che vola l'aquilone

A pipa

Vou comprar fichas para o meu irmão
mais amarelo guarda-chuva vou comprar
Vou dizer que o mar é lindo
Vou dizer que o mar é azul
Vou mentir porque não posso resistir

Vou dizer que na antiga fazenda
Eu estive lá e eu conheci o tio Tobia
e que nesta terra nao há palhaços
que substancialmente todos somos bons

Vou dizer que o mar é lindo
Vou dizer que o mar é azul
Vou mentir porque não posso resistir
Vou mentir porque verdade não há
e vou matar aqueles que ele vai tocar.

Vou levá-lo para correr no gramado
e vou poupár para dar-lhe uma flauta
para que ele possa se ​​defender dos ladrões, assassinos
de modo que ele é amado pelas outras crianças.

E se um dia me perguntar quem é o meu pai
e porque eu não ter dado oportunidade
Eu nunca vai entender o que eu experimentei
Eu responderei seu pai é uma canção.

Agora venha aqui que a pipa està a voar.

A Musicultura

sabato 10 ottobre 2015

Art café

Un ragazzo cammina facendo roteare con un dito un vassoio coi bicchieri. A Ferrara sarebbe un artista di strada. A Napoli o guaglione ro' bar.

lunedì 5 ottobre 2015

Conoscere un poeta è sempre una cosa, no?

Da Senza Rete :

La casa

In questa perla della televisione italiana Sergio Endrigo canta una poesia scritta da Vinicius de Moraes.

domenica 4 ottobre 2015

La libertà

A liberdade (Giorgio Gaber)

Eu gostaria de ser livre, livre como um homem.

Como um homem nascido
que enfrentou apenas a natureza
e caminha na floresta
com a alegria de correr atrás de aventura.
Sempre livre e vital
Ele faz amor como um animal
inconsciente
como um homem
satisfeito com sua liberdade.

A liberdade não é a ficar sobre uma árvore
nem mesmo o vôo de uma mosca
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

Eu gostaria de ser livre, livre como um homem.
Como um homem que precisa
para o espaço com a sua imaginação
e encontra este espaço
apenas na sua democracia.

Quem tem o direito de votar
e que passa a vida a delegar
e no controle
Ele encontrou sua nova liberdade.

A liberdade não é ficar sobre uma árvore
nem mesmo ter uma opinião
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

A liberdade não é ficar sobre uma árvore
nem mesmo o vôo de uma mosca
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

Eu quero ser livre, livre como um homem.

Como o homem mais evoluído
que se eleva com a sua inteligência
e desafiando a natureza
pela força da ciência incontestado
vestindo o entusiasmo
a vagar sem limites no cosmos
e convencido de que o poder do pensamento
é a única liberdade.

A liberdade não é a estrela em uma árvore
nem mesmo um gesto ou uma invenção
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é participação.

A liberdade não é a estrela em uma árvore
nem mesmo o vôo de uma mosca
a liberdade não é espaço livre
Liberdade é  participação.



sabato 3 ottobre 2015

O que eu não gosto é do bom gosto


Senhas (Adriana Calcanhotto)




Eu não gosto do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto dos bons modos

Não gosto


Eu aguento até rigores

Eu não tenho pena dos traídos

Eu hospedo infratores e banidos


Eu respeito conveniências

Eu não ligo pra conchavos

Eu suporto aparências

Eu não gosto de maus tratos



Mas o que eu não gosto é do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto dos bons modos

Não gosto



Eu aguento até os modernos

E seus segundos cadernos

Eu aguento até os careta
s
E suas verdades perfeitas



O que eu não gosto é do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Eu não gosto dos bons modos

Não gosto



Eu aguento até os estetas

Eu não julgo competência

Eu não ligo pra etiqueta

Eu aplaudo rebeldias

Eu respeito tiranias

E compreendo piedades

Eu não condeno mentiras

Eu não condeno vaidades





O que eu não gosto é do bom gosto

Eu não gosto de bom senso

Não, não gosto dos bons modos

Não gosto



Eu gosto dos que têm fome

Dos que morrem de vontade

Dos que secam de desejo

Dos que ardem





Non mi piace il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.

Sopporto anche le rigidità
non ho pena dei traditi
ospito trasgressori ed esiliati.


Tollero le convenienze
Non brigo per le collusioni.
Sopporto le apparenze
non mi piacciono i maltrattamenti.

Ma quello che non mi piace è il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.

Sopporto anche i tipi moderni
e i loro portatili
Io tollero la loro maschera
e le loro verità perfette.

Quello che non mi piace è il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.


Tollero persino gli esteti
non giudico le competenze
non dò peso all'etichetta
applaudo le ribellioni
rispetto le tirannìe
e comprendo la pietà
Non condanno le bugie
e non condanno le vanità.



Quello che non mi piace è il buon gusto
non mi piace il buon senso
non mi piacciono le buone maniere
non mi piacciono.

Mi piace chi ha fame
chi muore di voluttà
chi è bruciato dal desiderio
chi arde.

venerdì 2 ottobre 2015

Flores para Iemanjá

Flores para Iemanjá (Márcio Faraco)


Eu vi de longe
Vindo do mar
As flores que eu dei
A Iemanjá

Será que meus desejos
Vão se realizar ?

Oh mar leva essas flores
Faz meu amor voltar

A minha dor é de quem ama
De quem perdeu uma paixão

Oh minha santa do mar
Felicidade agora
se transformou em solidão



Vidi da lontano
venendo dal mare
i fiori che lanciai
a Iemanjà

Sarà che i miei desideri
vanno a realizzarsi?
O mare porta con te questi fiori
fai ritornare il mio amore

Il mio dolore è di chi ama
di chi ha perso una passione

O mia santa del mare
la felicità adesso
si trasformò in solitudine